Oclusão Percutânea de Forame Oval Patente (FOP)
Procedimento percutâneo para fechamento do forame oval patente em pacientes selecionados com indicação após avaliação multiprofissional. Realizado em Salvador-BA pelo Dr. Adriano Tamazato (CRM-BA 34.395).
O que é o forame oval patente
O forame oval é uma comunicação natural entre os dois átrios do coração, presente durante a vida fetal. Após o nascimento, ele se fecha espontaneamente na maioria das pessoas. Quando permanece aberto na vida adulta, é chamado de forame oval patente (FOP). Estima-se que esteja presente em cerca de 25% da população, geralmente sem causar sintomas.
Em situações específicas, o FOP pode permitir a passagem de microcoágulos da circulação venosa para a arterial, levando a eventos como AVC isquêmico (acidente vascular cerebral) ou ataque isquêmico transitório (AIT), especialmente em pacientes jovens sem outras causas identificáveis.
Quando o fechamento do FOP é indicado
A indicação é definida em discussão multidisciplinar entre cardiologista intervencionista e neurologista, após investigação completa para excluir outras causas de AVC.
- AVC isquêmico criptogênico (sem causa definida) em paciente jovem, com FOP de alto risco
- Achados anatômicos de alto risco (FOP com aneurisma de septo interatrial, shunt grande)
- Falha de tratamento clínico ou contraindicação à terapia antitrombótica de longo prazo
- Situações específicas em mergulhadores com doença descompressiva inexplicada
A presença de FOP isoladamente, sem sintomas ou eventos prévios, geralmente NÃO indica fechamento.
Como o procedimento é realizado
O fechamento percutâneo do FOP é realizado em sala de hemodinâmica, em geral sob anestesia geral ou sedação consciente, com orientação simultânea de fluoroscopia e ecocardiograma (transesofágico ou intracardíaco). O acesso é feito pela veia femoral.
Por meio de um cateter, um dispositivo metálico revestido — em formato de “duplo disco” — é avançado até o átrio direito e posicionado de modo a fechar o forame oval. Os dois discos se acomodam em cada lado do septo interatrial, formando um selo que com o tempo é recoberto por tecido cardíaco (endotelização).
A duração média do procedimento é de 30 minutos a 1 hora. A internação costuma ser de 24 horas, com retorno a atividades leves em poucos dias.
Acompanhamento após o fechamento
Após o procedimento, prescreve-se antiagregação plaquetária por período definido pelo cardiologista (em geral, de 1 a 6 meses, podendo ser ajustado). O acompanhamento inclui ecocardiograma de controle para confirmar o bom posicionamento do dispositivo e a ausência de shunt residual significativo.
A grande maioria dos pacientes mantém o dispositivo sem complicações ao longo da vida. O retorno integral a atividades habituais, incluindo esportes, costuma ocorrer poucas semanas após o procedimento, conforme orientação individual.
Perguntas frequentes
Todo paciente com FOP precisa de fechamento?
Não. A maioria dos portadores de FOP nunca terá sintomas e não precisa de tratamento. O fechamento é indicado em situações específicas, principalmente após AVC criptogênico em pacientes jovens com características anatômicas de alto risco.
O dispositivo é permanente?
Sim. O dispositivo é projetado para permanência. Nas semanas seguintes ao implante, o tecido cardíaco recobre os discos do dispositivo, integrando-o à parede do septo.
Posso fazer ressonância depois do fechamento?
Os dispositivos atuais são compatíveis com ressonância magnética. Sempre informe a equipe sobre o implante e leve o cartão do dispositivo nas avaliações.
Em quanto tempo retomo as atividades?
Atividades leves costumam ser retomadas em poucos dias. Atividades de maior esforço dependem da orientação médica individual, geralmente nas primeiras semanas após o procedimento.
Informação médica de caráter educativo
O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente informativa e educacional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não constitui consulta médica nem substitui a avaliação presencial. Indicações, riscos e benefícios devem ser discutidos individualmente entre médico e paciente.
Responsável técnico: Dr. Adriano Tamazato — CRM-BA 34.395.
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Pacientes com diagnóstico de forame oval patente e antecedente de AVC ou outros eventos neurológicos podem se beneficiar de avaliação cardiológica especializada.