Angioplastia Coronária com Stent
Procedimento percutâneo para desobstrução de artérias coronárias e implante de stent em pacientes com doença coronariana. Realizado em Salvador-BA pelo Dr. Adriano Tamazato (CRM-BA 34.395).
O que é a angioplastia coronária
A angioplastia coronária é um procedimento percutâneo realizado para tratar obstruções ateroscleróticas nas artérias coronárias. Por meio de um cateter introduzido por punção arterial (geralmente na artéria radial, no punho, ou na femoral, na virilha), um balão é avançado até o local da obstrução e inflado para reabrir o vaso. Na sequência, um stent — uma malha metálica fina, em geral revestida com fármaco antiproliferativo — é implantado para manter a artéria aberta.
É um dos procedimentos mais bem estudados em cardiologia. Pode ser realizada em caráter de urgência (infarto agudo do miocárdio) ou em caráter eletivo (angina estável, isquemia documentada em exames).
Quando a angioplastia é indicada
A indicação considera quadro clínico, achados anatômicos do cateterismo e estratificação funcional da isquemia. Em muitos casos, o tratamento clínico otimizado é igualmente eficaz; em outros, a revascularização traz benefício adicional.
- Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST (IAMCSST) — angioplastia primária
- Síndrome coronariana aguda sem supra de ST com critérios de risco
- Angina estável com isquemia significativa documentada e refratária ao tratamento clínico
- Lesões anatomicamente apropriadas, segundo discussão multiprofissional (heart team) em casos complexos
- Tratamento de reestenose intrastent
Como o procedimento é realizado
O paciente recebe anestesia local no sítio de punção, geralmente com sedação leve. Pela artéria radial ou femoral, introduz-se uma bainha vascular e, em seguida, cateteres que chegam ao óstio das artérias coronárias. Após avaliação angiográfica com contraste iodado, o operador escolhe o material adequado: fio-guia coronário, balão de pré-dilatação (quando necessário) e stent.
O stent é entregue desinflado sobre um balão; ao chegar à lesão, o balão é insuflado e o stent expande contra a parede do vaso. Realiza-se controle angiográfico e, em casos selecionados, exames intracoronários complementares (USG intravascular ou tomografia óptica intracoronária) para garantir o melhor resultado.
A duração média varia de 30 minutos a 2 horas, conforme a complexidade. A maioria dos pacientes recebe alta no dia seguinte.
Recuperação e cuidados após o stent
Após a alta, é fundamental manter o tratamento clínico associado: dupla antiagregação plaquetária por período definido pelo cardiologista (geralmente 6 a 12 meses, podendo ser ajustado), estatina, controle pressórico, controle glicêmico, cessação do tabagismo, atividade física orientada e alimentação balanceada.
A reestenose (estreitamento dentro do stent) é incomum com os stents farmacológicos atuais, mas pode ocorrer. Por isso o acompanhamento ambulatorial regular e os exames periódicos são essenciais. Sintomas como dor torácica recorrente devem ser comunicados prontamente.
Perguntas frequentes
Angioplastia ou cirurgia de revascularização (ponte de safena)?
Depende do número e da localização das lesões, da função do ventrículo esquerdo, das comorbidades e da preferência do paciente após esclarecimento. Em alguns padrões anatômicos, a cirurgia oferece resultados superiores; em outros, a angioplastia é equivalente ou preferível. A decisão é individual.
O stent dura para sempre?
O stent é um implante permanente. Os modelos farmacológicos atuais reduziram a reestenose para taxas baixas. O acompanhamento periódico avalia a evolução clínica.
Posso fazer ressonância depois do stent?
Os stents coronários modernos são compatíveis com ressonância magnética. Sempre informe a equipe sobre o implante e leve o cartão do dispositivo nos primeiros exames.
Em quanto tempo retomo o trabalho?
Em procedimentos eletivos, sem intercorrências, o retorno a atividades leves costuma ocorrer entre 3 e 7 dias. Atividades de maior esforço ou risco demandam liberação individual em consulta.
Informação médica de caráter educativo
O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente informativa e educacional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não constitui consulta médica nem substitui a avaliação presencial. Indicações, riscos e benefícios devem ser discutidos individualmente entre médico e paciente.
Responsável técnico: Dr. Adriano Tamazato — CRM-BA 34.395.
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Sintomas como dor torácica aos esforços, cansaço progressivo ou alteração em exames de rotina merecem avaliação cardiológica.